CIÊNCIAS ULISBOA tem a responsabilidade constante de se reinventar sem perder o que a define: a busca rigorosa do conhecimento, a liberdade intelectual e o respeito por todos os que a constituem. A lista CIÊNCIAS no Plural candidata-se porque acredita que esse propósito exige instituições transparentes, lideranças independentes e uma cultura em que cada pessoa — docente, investigador, técnico, administrativo ou estudante — encontra reconhecimento e condições para dar o seu melhor.
Neste contexto, assumiremos no Conselho de Escola um papel ativo que seja garantia do equilíbrio institucional, exercendo-o com independência, sentido crítico e compromisso com a transparência, para assegurar que a pluralidade de CIÊNCIAS se reflete nas decisões que moldam o seu futuro.
CIÊNCIAS no Plural é uma ambição, é a convicção de que a força de CIÊNCIAS nasce da diversidade das suas pessoas e áreas científicas, e da forma como, em conjunto, criam e partilham conhecimento e constroem valor na sociedade, unidas por um projeto comum. É uma visão renovada e uma exigência permanente, importante em cada momento de escolha. Está nas nossas mãos fazer a afirmação desta exigência e contamos com todos para a exercer.
Contacto: ramelo@ciencias.ulisboa.pt
O Nuno Garcia é Doutor em Engenharia Informática pela Universidade da Beira Interior (UBI, Covilhã, Portugal) (2008) e licenciado (pré-Bolonha) em Matemática / Informática (Hons.) também pela UBI (1999-2004). Foi empreendedor (1988-2004), membro da Research Team da Siemens SA (2004-2007) e da Nokia Siemens SA (2007-2008), e Head of Research na PLUX SA (2008-2010). Atualmente é Professor Catedrático de Engenharia Biomédica na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (desde fevereiro de 2023), membro do Instituto de Biofísica e Engenharia Biomédica (desde janeiro de 2024, IBEB, Lisboa) e investigador sénior do Instituto de Telecomunicações (desde 2023, IT, Lisboa). É também Presidente do Conselho de Administração da FCiências.ID (2025-2028), uma associação que integra a FCUL e seis empresas privadas, gerindo 12 grupos de investigação e laboratórios na FCUL, com mais de 800 investigadores e mais de 300 projetos internacionais de I&D. Desde 2010, tem participado em mais de 20 projetos nacionais e internacionais como Investigador Principal, Coordenador, Coordenador Local ou Investigador. Os seus principais interesses incluem algoritmos preditivos para a saúde e bem-estar, algoritmos distribuídos e cooperativos, e a defesa de uma Internet Livre e Aberta.
Cátia Pesquita é Professora Associada no Departamento de Informática e Vice-Diretora do LASIGE, onde lidera também a Linha de Investigação de Excelência em Informática Biomédica. Com um percurso multidisciplinar (licenciatura em Biologia e doutoramento em Informática), a sua investigação explora as sinergias entre a inteligência artificial e humana na geração de conhecimento científico a partir de dados, com especial foco nas ciências da vida e da saúde. É reconhecida como uma das cientistas mais citadas nas áreas da Inteligência Artificial e da Bioinformática e tem coordenado a participação nacional em vários projetos internacionais (H2020, HORIZON, EiC). Tem também desempenhado um papel ativo na delineação da estratégia científica de CIÊNCIAS, tanto como membro do Conselho Científico desde 2022 quanto como participante do grupo de trabalho dedicado ao tema. Coordenou até recentemente o Mestrado em Ciência de Dados e liderou a criação da nova licenciatura em Ciência de Dados, que integra uma visão multidisciplinar em estreita colaboração com o Departamento de Ciências Matemáticas e com contribuições de todos os departamentos e áreas científicas. A par da sua actividade científica e de docência, participa ativamente na promoção de carreiras em ciência da computação e ciência de dados para jovens mulheres.
Rui Taborda é professor no Departamento de Ciências da Terra e Energia e investigador no Laboratório Associado Instituto Dom Luiz (IDL). É especialista em geologia marinha e costeira e tem experiência de investigação nas áreas da dinâmica sedimentar, geomorfologia costeira e modelação numérica de processos geológicos. Participou e coordenou projetos de I&D, contratados com agências nacionais e internacionais, relacionados com a dinâmica e transporte sedimentar litorais, impactos das alterações climáticas na orla costeira e desenvolvimento de indicadores de vulnerabilidade e de risco. Possui experiência profissional em estudos e projetos relacionados com o planeamento e ordenamento da orla costeira.
Andreia Figueiredo é Professora Associada com Agregação no Departamento de Biologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e líder do Grapevine Pathogen Systems Lab (GPS Lab), um grupo de investigação que veio reforçar a área de imunidade em plantas, na FCUL. Tem uma forte experiência em ensino e inovação pedagógica, tendo lecionado unidades curriculares nos três ciclos de estudo nas áreas da Biologia Molecular e Celular e Biotecnologia. Implementa metodologias ativas de ensino com impacto comprovado no sucesso académico dos estudantes. Integrou a Comissão Coordenadora do Mestrado em Biologia Molecular e Genética, é co-coordenadora do programa doutoral BioSys e mais recentemente coordenadora do Ramo de Biologia Celular e Biotecnologia da Licenciatura em Biologia. O seu trabalho pedagógico tem sido consistentemente reconhecido pelos estudantes e pela FCUL, incluindo uma menção Honrosa e um Prémio de Docência de Excelência. O laboratório de investigação que lidera integra uma equipa dinâmica de estudantes de mestrado e doutoramento, bem como investigadores pós-doutorados, constituindo um ambiente de formação avançada e altamente colaborativo. Em cinco anos, captou mais de 1 milhão de euros em financiamento competitivo. Tem coordenado projetos nacionais e europeus, incluindo REVINE e SHIELD4GRAPE, assumindo a liderança de equipas e de work packages, e orientado de forma consistente estudantes de todos os ciclos. A sua produção científica, com mais de 80 publicações internacionais, tem contribuído de forma relevante para o desenvolvimento de soluções inovadoras em sustentabilidade agrícola, em alinhamento com as prioridades europeias, tendo sido distinguida com prémios do CNOIV e com menções honrosas de mérito científico.
Lisete Sousa é Professora Associada do Departamento de Ciências Matemáticas (DCM) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) e investigadora do Centro de Estatística e Aplicações (CEAUL), com doutoramento em Probabilidades e Estatística pela FCUL. Os seus principais interesses de investigação centram-se no desenvolvimento de metodologias estatísticas aplicadas à Biologia Molecular e Genética, com especial enfoque em problemas de comparações múltiplas. Atualmente, desempenha as funções de vice-Coordenadora do CEAUL e vice-Presidente da Sociedade Portuguesa de Estatística (SPE), sendo também a representante de CIÊNCIAS no Conselho Fiscal da FCiências-ID. Coordenou o CEAUL durante seis anos, presidiu o Departamento de Estatística e Investigação Operacional (DEIO) e integrou a Comissão de Ética de CIÊNCIAS.
Francisco Rodrigues Pinto é doutorado em Bioquímica pelo ITQB-NOVA (2005) e licenciado em Bioquímica pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (2001). A sua formação doutoral decorreu num contexto internacional, envolvendo trabalho científico no ITQB-NOVA e na Medical University of South Carolina, nos Estados Unidos, o que contribuiu para o desenvolvimento de competências avançadas em modelação computacional e análise de sistemas biológicos complexos. Desde 2008 é Professor Auxiliar no Departamento de Química e Bioquímica da FCUL, onde leciona e investiga nas áreas da bioquímica e biologia de sistemas. Desempenhou também funções de coordenação académica, destacando-se a coordenação do Mestrado e do Doutoramento Bioquímica. A sua participação na comunidade científica inclui também funções na Sociedade Portuguesa de Bioquímica, onde foi Secretário Adjunto do Conselho Diretivo entre 2018 e 2022 e exerce atualmente o cargo de Secretário da Mesa da Assembleia Geral. A sua investigação centra-se na análise de redes biomoleculares e na compreensão sistémica de doenças complexas, como o cancro e as doenças neurodegenerativas, combinando modelação matemática e análise de dados biológicos de larga escala.
Manuel J. Fonseca é Professor Associado com Agregação na FCUL e investigador sénior no LASIGE. Doutorou-se em 2004 em Engenharia Informática e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico (Universidade de Lisboa), onde lecionou entre 1993 e 2013, tendo ingressado na FCUL em 2014. Com mais de 25 anos de experiência na área de Interação Pessoa-Máquina (IPM), as suas principais áreas de investigação incluem IPM, Interfaces Cérebro–Computador, Interação por centra-se na integração de sinais multimodais (EEG, PPG, EDA) para deteção de emoções, níveis de alerta e carga cognitiva em sistemas adaptativos e de saúde. Autor de mais de 120 publicações, participou em sete projetos europeus (coordenando a participação da sua unidade em três) e em seis projetos nacionais (como investigador responsável em três). Integrou mais de 40 comissões de programa de conferências científicas e foi revisor para diversas revistas e conferências internacionais. Orientou três teses de doutoramento e mais de 60 dissertações de mestrado. Desempenhou vários cargos de liderança, incluindo Presidente do Departamento de Informática (2022–2025), Vice-Diretor do LASIGE (2020–2022), Coordenador do Mestrado em Engenharia Informática (2018–2020) e Coordenador da Licenciatura em Engenharia Informática (2014–2018).
Catarina Frazão Santos é Professora Associada com Agregação no Departamento de Biologia de CIÊNCIAS, onde lidera uma bolsa do Conselho Europeu de Investigação (ERC Starting Grant) para desenvolver o projecto "PLAnT: Planeamento do Uso Sustentável do Oceano na Antártida num contexto de Alterações Climáticas Globais". É investigadora integrada no MARE-Centro de Ciências do Mar e do Ambiente e no Laboratório Associado ARNET-Rede de Investigação Aquática, e foi investigadora convidada na Universidade de Oxford entre 2024 e 2026. A sua investigação foca-se nas interligações entre planeamento e governança do espaço marinho, sustentabilidade do oceano, e alterações climáticas globais. É Editora-chefe e fundadora da revista científica do grupo Nature "npj Ocean Sustainability". Nos últimos anos, foi também consultora sénior em temas relacionados com o planeamento do oceano junto a várias organizações internacionais, entre as quais a Comissão Europeia, a UNESCO, e o Banco Mundial. É doutorada em Ciências do Mar por CIÊNCIAS (em colaboração com a Universidade Duke, Estados Unidos), mestre em Ecologia e Gestão Ambiental, e licenciada em Biologia Marinha.
Ignacio García Pereda é licenciado em Engenharia Florestal com especialização em Silvicultura Tropical (2005) e doutorado em História com especialização em História da Ciência (2018), pela Universidade de Évora. É membro integrado do CIUHCT-UL e investigador de pós-doutoramento (Contrato CEEC FCT) na mesma instituição desde 2022. Desenvolve investigação na área das Humanidades, com enfoque na História Contemporânea, História da Educação e História da Ciência e da Tecnologia. As suas áreas de investigação mais recentes centram-se nas matas reais, estações experimentais, universidades, políticas de ciência, redes científicas, e nos séculos XIX e XX. É autor de 11 livros publicados em Portugal, Espanha e França.
João M. P. Coelho é doutorado em Engenharia Física pela Universidade Técnica de Lisboa (2003) e licenciado em Engenharia Física e dos Materiais pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (1992). Foi investigador no LNETI/INETI entre 1991 e 2009, sendo atualmente Investigador Auxiliar no Departamento de Física da Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa (FCUL). É membro integrado do Instituto de Biofísica e Engenharia Biomédica (IBEB), onde coordena a linha temática “Diagnóstico e terapia do cancro” e exerce funções de vice-coordenação desde 2018. Colabora ainda com o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, e tem lecionado disciplinas na área da ótica. A sua atividade científica centra-se nas aplicações da radiação laser, nomeadamente na Engenharia Biomédica e no desenvolvimento de fototerapias inovadoras para o cancro, tendo publicados mais de 100 artigos científicos. Tem participado em diversos projetos nacionais e internacionais e contribuído para iniciativas no âmbito da NATO na área da proteção contra o encadeamento por radiação laser. Foi distinguido com o Prémio Inovação Jovem Engenheiro (1996) e com vários prémios internacionais de excelência científica atribuídos por organizações da NATO (2017, 2019 e 2024). É membro da Ordem dos Engenheiros e da Sociedade Portuguesa de Ótica e Fotónica.
Lígia Henriques-Rodrigues é Professora Associada no Departamento de Ciências Matemáticas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e investigadora integrada do CEAUL — Centro de Estatística e Aplicações da Universidade de Lisboa. Doutorada em Estatística e Investigação Operacional, tem desenvolvido a sua atividade académica nas áreas da Probabilidade, Estatística, Ciência de Dados e Teoria dos Valores Extremos, conciliando investigação, ensino e serviço à comunidade académica. Ao longo do seu percurso, lecionou na Universidade de São Paulo e na Universidade de Évora. Tem participado ativamente em colaborações científicas nacionais e internacionais, na organização de eventos académicos e em diversas iniciativas de valorização da Estatística e da Ciência de Dados. É membro da Direção da Sociedade Portuguesa de Estatística, da Rede Portuguesa para a Matemática na Indústria e Inovação e da Comissão Executiva do CEAUL. É ainda Presidente da European Courses in Advanced Statistics.
Pedro Mateus é Professor Auxiliar no Departamento de Ciências da Terra e Energia da FCUL e investigador no Instituto Dom Luiz. Doutorado em Engenharia Geográfica com distinção; desenvolve sua atividade na interseção entre geodesia, meteorologia e ciência de dados. Ao longo de sua carreira, tem-se destacado pelo desenvolvimento de abordagens inovadoras que exploram dados de InSAR e GNSS para aprimorar a previsão meteorológica, em particular de eventos extremos. É pioneiro em técnicas de tomografia GNSS e na integração de dados de deteção remota em modelos numéricos de previsão. Foi investigador principal de vários projetos financiados e colabora com instituições de referência internacionais, incluindo o MIT, a NASA/JPL e o GFZ Potsdam. É autor de mais de 30 publicações científicas e participa regularmente como orador convidado em conferências internacionais de destaque. Paralelamente, desempenha funções docentes e de orientação, supervisionando estudantes de mestrado e doutoramento, bem como investigadores pós-doutorados.
Carlos E. S. Bernardes é Professor Auxiliar no Departamento de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e investigador no Centro de Química Estrutural (CQE). A sua atividade científica centra-se na química física e computacional, com foco no desenvolvimento de metodologias para o estudo de sistemas moleculares, processos de cristalização e matéria mole. Tem contribuído para o desenvolvimento de abordagens teóricas, ferramentas computacionais e instrumentação experimental, articulando modelação e trabalho laboratorial. Participa ativamente em projetos de investigação nacionais e internacionais, mantendo colaborações científicas com grupos de referência e contribuindo para a formação avançada nas áreas da química computacional e engenharia de cristais.
Maria Dulce Pedroso Domingos é professora no Departamento de Informática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e investigadora no LASIGE. Entre 2017 e 2025, exerceu funções de pró-reitora e vice-reitora da Universidade de Lisboa. Licenciou-se em Informática pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa em 1993, concluiu o Mestrado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa em 1997, e obteve o Doutoramento em Informática pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa em 2005. A sua investigação centra-se na Internet das Coisas (IoT), nos processos de negócio dependentes da IoT, na descentralização e otimização de processos de negócio, bem como em controlo de acesso e segurança da informação. O seu trabalho combina inovação em sistemas distribuídos com soluções seguras e eficientes para ambientes digitais complexos.
Maria Filomena Magalhães é Professora Associada na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e investigadora no CE3C – Centre for Ecology, Evolution and Environmental Changes, onde lidera o grupo de Stream Ecology and Conservation. Licenciou-se em Recursos Faunísticos e Ambiente pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa em 1990 e concluiu o Doutoramento em Biologia (Ecologia e Biossistemática) pela Universidade de Lisboa em 2003. A sua investigação centra-se na biologia da conservação de peixes em rios intermitentes da região Mediterrânica, procurando identificar: (i) os processos que moldam a estrutura e o funcionamento das comunidades ao longo de múltiplas escalas espaciais e temporais; e (ii) lacunas na avaliação da qualidade da água e na gestão da conservação de peixes em sistemas fluviais temporários.
Ricardo Alexandre Perdiz de Melo, Biólogo (C.P. n.º 83), é Professor Associado no Departamento de Biologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), onde exerce a carreira docente desde 1986. Doutorou-se pela Universidade da Califórnia, Santa Bárbara, em 1992 e é investigador integrado do MARE-Centro de Ciências do Mar e do Ambiente e do Laboratório Associado ARNET- Rede de Investigação Aquática. A sua investigação tem incidido sobre a biologia, a ecologia e as aplicações das algas marinhas, bem como sobre a monitorização e a avaliação da qualidade ecológica da água. É membro Especialista do Comité Português para a Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO. Na FCUL tem desempenhado vários cargos a nível departamental e da UID, foi membro da Assembleia de Representantes, do Conselho de Escola, do Conselho de Coordenadores de Estruturas de I&D e do Conselho Científico.
Cada pessoa que faz parte da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, quer seja docente, investigador, técnico, administrativo, ou estudante, é, ela própria, uma síntese de múltiplas dimensões. Tem uma história, uma área de conhecimento, uma forma de estar na instituição, um conjunto de valores e de aspirações. É, por isso, plural. E é dessa pluralidade individual que nasce a riqueza colectiva de CIÊNCIAS.
"Eu sou Plural" é uma afirmação de identidade e uma declaração de princípios. Significa que as pessoas, e não apenas os processos ou os organigramas, estão no centro das decisões e das estratégias. Significa que o bem comum prevalece sobre as vantagens individuais. E significa, acima de tudo, que a força de CIÊNCIAS nasce da diversidade das suas pessoas e da forma como, em conjunto, criam e partilham conhecimento.
A lista CIÊNCIAS no Plural candidata-se ao Conselho de Escola com esta convicção: que honrar a pluralidade de CIÊNCIAS é condição necessária para construir uma instituição à altura dos desafios do presente e do futuro. Fá-lo com espírito construtivo, como parceira comprometida de um projeto coletivo em que lideranças, comunidade académica e estudantes desempenham papéis complementares e indispensáveis.
Este texto desenvolve essa convicção em sete dimensões. Começa por enquadrar o papel da FCUL no futuro de Portugal e da Europa e o que isso exige de uma instituição com a sua responsabilidade. Reflecte depois sobre a identidade que CIÊNCIAS quer construir para a próxima década, e sobre quem estará aqui para a viver. Analisa os desafios que as novas exigências legais e regulatórias colocam às lideranças das instituições de ensino superior e o papel construtivo que o Conselho de Escola pode desempenhar nesse contexto. Afirma a centralidade do reconhecimento de todas as carreiras e da inclusividade como condição de excelência. Examina a internacionalização, a transferência de conhecimento e a relação com a sociedade como dimensões inseparáveis da missão de serviço público de CIÊNCIAS. Coloca os estudantes no centro da visão estratégica, como membros plenos de uma comunidade que os deve ouvir e valorizar. E conclui com uma atitude: a de quem não espera pela mudança, mas a constrói, com rigor, abertura, ambição e sentido de propósito colectivo.
Eu sou CIÊNCIAS. Eu sou Plural. E nós acreditamos que, juntos, podemos construir a FCUL que esta e as próximas gerações merecem.
A Universidade é o lugar onde uma sociedade pensa sobre si própria, forma os cidadãos que a vão transformar e produz o conhecimento que sustenta o seu desenvolvimento. Quando é forte, o país tem mais recursos para enfrentar a incerteza. Quando é negligenciada, as consequências fazem-se sentir durante décadas. Portugal atravessa um momento singular. A transformação digital, a urgência da transição ecológica e as tensões geopolíticas que redesenham as cadeias de valor globais colocam à Universidade portuguesa exigências sem precedentes. Não basta formar licenciados: é preciso formar pessoas capazes de pensar em contextos de crescente complexidade e de liderar processos de mudança. Neste quadro, a FCUL ocupa uma posição de enorme potencial. Enquanto escola da Universidade de Lisboa, a sua capacidade de formar cientistas e engenheiros de excelência, de produzir investigação de referência e de transferir conhecimento para a sociedade faz dela um activo estratégico do país. A Europa, por seu lado, define nas suas prioridades de investigação e inovação um papel central para entidades de ensino superior como CIÊNCIAS, não apenas como receptoras de financiamento, mas como parceiras na construção das agendas científicas que moldarão o futuro do continente.
Ser Plural significa reconhecer que a FCUL não existe para si própria. Existe para o país, para a Europa, e para um mundo que precisa de mais ciência e de mais conhecimento partilhado. Essa consciência deve inspirar cada decisão, nas salas de aula, nos laboratórios, e nos órgãos de governação.
A lista CIÊNCIAS no Plural compromete-se a exercer as competências do Conselho de Escola com sentido estratégico, responsabilidade institucional e visão de longo prazo, alinhando cada ato com esta ambição de uma FCUL plural, exigente e plenamente comprometida com o desenvolvimento científico e social que lhe cabe servir.
Que FCUL queremos ser daqui a dez anos? Será fácil afirmar que queremos uma instituição que una excelência e acessibilidade, exigência e abertura, identidade e capacidade de renovação. Esse caminho constrói-se nas decisões do dia a dia, na forma como governamos, valorizamos as pessoas e comunicamos o que fazemos. CIÊNCIAS tem um ativo extraordinário: uma reputação construída ao longo de mais de um século, assente na qualidade da investigação, na solidez da formação e na capacidade de atrair pessoas de elevado talento. Consolidar e ampliar esse ativo é uma responsabilidade coletiva. A identidade futura de CIÊNCIAS deve assentar em três pilares. O primeiro é a excelência acessível, a capacidade de ser exigente sem ser fechada, de cultivar a qualidade criando condições para que cada pessoa dê o seu melhor ao longo do percurso. O segundo é a coerência entre valores e práticas: uma instituição que afirma valorizar a diversidade deve demonstrá-lo nas suas lideranças e processos. O terceiro é a capacidade de narrar a própria história com assertividade: CIÊNCIAS tem descobertas, pessoas e impactos extraordinários a contar, e fazê-lo bem é também uma forma de construir identidade no espaço académico europeu.
Eu sou Plural significa, aqui, que a identidade de CIÊNCIAS não é monolítica. É uma síntese dinâmica de disciplinas, culturas e gerações, e é essa síntese que a torna única.
A nossa lista compromete-se a orientar a sua ação no Conselho de Escola para reforçar estes pilares — excelência acessível, coerência institucional e afirmação clara da identidade de CIÊNCIAS — assegurando que as decisões estratégicas consolidem a sua reputação, valorizem as pessoas e projetem, com ambição e responsabilidade, a Escola que queremos ser na próxima década, assumindo plenamente que cada escolha tomada hoje terá impacto duradouro e definirá o caminho que muitos de nós continuaremos a percorrer.
Liderar uma instituição de ensino superior em Portugal é, hoje, uma tarefa de crescente complexidade. O quadro legal tem evoluído de forma significativa, com novas exigências de prestação de contas, mecanismos reforçados de avaliação externa e políticas europeias de financiamento e investigação que colocam as universidades perante oportunidades e responsabilidades acrescidas. Neste contexto, as lideranças das IES são chamadas a equilibrar múltiplas dimensões: a autonomia universitária e a transparência perante a sociedade; a liberdade académica e a eficiência organizacional; a missão de serviço público e a sustentabilidade financeira. Navegar entre estas tensões exige visão estratégica, sensibilidade para o quotidiano das comunidades e capacidade de construir consensos.
O Conselho de Escola tem, neste quadro, um papel construtivo e essencial: acompanhar, questionar, clarificar prioridades, avaliar criticamente e propor melhorias que possam contribuir para que as lideranças possam desenvolver o seu trabalho nas melhores condições. Não como instância de controlo adversarial, mas como espaço de debate qualificado onde a pluralidade de perspectivas enriquece as decisões. Um Conselho de Escola participativo, atento e bem informado é, para uma Direção, um recurso, não um obstáculo.
A lista CIÊNCIAS no Plural compromete-se a exercer este mandato com preparação, presença e sentido de responsabilidade partilhada. Porque a boa governação de CIÊNCIAS é um projecto de todos.
Uma das questões mais importantes para o futuro das instituições de ensino superior é o reconhecimento efectivo de todas as carreiras e de todas as pessoas que as constituem. Técnicos de laboratório, profissionais administrativos, bolseiros, investigadores em início de carreira, cada um destes contributos é indispensável para o funcionamento de uma instituição da complexidade de CIÊNCIAS. Reconhecer esse contributo tem múltiplas dimensões. Tem uma dimensão material que inclui condições de trabalho adequadas, acesso a formação contínua, percursos de progressão claros. Tem uma dimensão simbólica, onde a visibilidade, o agradecimento, a participação nos processos que afetam o trabalho de cada um devem ser prioridade. E tem uma dimensão cultural que é fundamental: a construção de ambientes em que toda a gente se sente bem-vinda, respeitada e capaz de contribuir. A inclusividade estende-se igualmente à diversidade de género nas lideranças, à acessibilidade para pessoas com necessidades específicas e à criação de condições equitativas para estudantes de diferentes origens e trajectórias. Uma FCUL inclusiva não é um ideal abstracto: é uma condição de excelência.
Eu sou Plural significa, neste domínio, que cada pessoa que pertence a CIÊNCIAS traz uma dimensão insubstituível. Valorizá-la é tornar a instituição mais forte.
A internacionalização é hoje uma condição de relevância académica. CIÊNCIAS tem um historial sólido de participação em programas europeus e internacionais, de atração de talento internacional e de parcerias com instituições de referência, um activo que importa consolidar e ampliar. Mas a internacionalização deve ser uma dimensão integrada da identidade institucional, visível nas salas de aula, nos laboratórios e na cultura quotidiana da faculdade. No plano da transferência de conhecimento, CIÊNCIAS está particularmente bem posicionada para liderar. Transformar os resultados da investigação em valor tangível para a sociedade, através da colaboração com empresas, da participação em processos de decisão pública, ou da criação de novos instrumentos tecnológicos, o que é uma forma de cumprir integralmente a missão de serviço público da faculdade. É também um caminho para uma maior sustentabilidade institucional. A relação com a sociedade vai, porém, além da esfera económica. Inclui a participação dos académicos no debate público, a contribuição para o delinear de políticas públicas, a produção de conhecimento acessível a todos os cidadãos, e a afirmação da ciência como bem comum e pilar da democracia. Uma FCUL presente na esfera pública é uma FCUL mais confiável e mais necessária.
Eu sou Plural significa, aqui, que a ciência que se faz em CIÊNCIAS pertence, em última análise, à sociedade que a financia e à humanidade que dela beneficia.
Qualquer visão para o futuro de CIÊNCIAS que não coloque os estudantes no seu centro é uma visão condenada, incapaz de cumprir a missão fundamental da Universidade de formar, capacitar e transformar pessoas através do conhecimento. Os estudantes são membros plenos da comunidade académica, com o direito e a responsabilidade de participar nas decisões que moldam a sua experiência formativa e o seu futuro profissional. CIÊNCIAS será a sua Alma Mater, para sempre. A diversidade crescente do corpo estudantil, em termos de origem, trajetória e expectativas, é uma riqueza que a instituição deve saber acolher. Garantir condições reais de aproveitamento para todos, combater o abandono precoce, e preparar os estudantes para um mercado de trabalho em rápida transformação são desafios que pedem respostas co-construídas com os próprios estudantes, e não apenas para eles.
Uma FCUL plural ouve os seus estudantes como prática regular, não apenas quando há problemas. O estudante que passa a fazer parte de CIÊNCIAS traz consigo aspirações, contributos e uma perspectiva fresca sobre a instituição que enriquece qualquer processo de reflexão estratégica.
As instituições que enfrentam a mudança de forma proativa, antecipando desafios, experimentando soluções, aprendendo com os resultados, são as que melhor servem as comunidades que as constituem. CIÊNCIAS tem a dimensão, a reputação e o talento humano necessários para ser uma dessas instituições. Ser proativo não significa ser imprudente. Significa ter a coragem de colocar as perguntas difíceis antes de serem as circunstâncias a colocá-las. Significa construir o futuro em vez de o esperar. E significa reconhecer que as melhores decisões nascem do encontro de perspectivas diversas, ou seja, do plural.
A lista CIÊNCIAS no Plural quer ser parte deste processo: contribuindo com rigor e independência para os debates do Conselho de Escola, apoiando as lideranças na identificação de oportunidades e na resolução de desafios, e garantindo que a pluralidade da nossa comunidade se reflecte nas decisões que moldam o futuro da faculdade.
Todos os temas percorridos ao longo deste texto convergem para uma ideia central: CIÊNCIAS é, e deve continuar a ser, uma instituição construída por pessoas, para pessoas, em nome de um bem que nos ultrapassa a cada um de nós. Essa ideia exige que cada voz, de docente, investigador, técnico, administrativo, estudante, seja ouvida e valorizada. Exige que os órgãos de governação funcionem com rigor, abertura e sentido de responsabilidade partilhada. E exige que todos — lideranças e comunidade, Direção e Conselho de Escola — trabalhem coordenadamente e com um objetivo: a de uma FCUL mais forte, mais inclusiva e mais presente no mundo.
"Eu sou Plural" é o reconhecimento de que nenhuma dessas vozes é dispensável. A lista CIÊNCIAS no Plural candidata-se ao Conselho de Escola com o compromisso de defender este princípio em cada deliberação e em cada decisão, não porque seja fácil, mas porque é necessário. A composição da lista reflete assim a pluralidade de CIÊNCIAS, aliando à representatividade um compromisso claro com o exercício responsável e continuado do mandato.
Eu sou CIÊNCIAS. Eu sou Plural. E nós acreditamos que, juntos, podemos construir a FCUL que esta e as próximas gerações merecem.